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Cavalo Mangalarga Marchador é avaliado em R$ 102 milhões e marca nova era na pecuária brasileira

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Como é feita a venda dos cavalos?

Apesar de parecer estranho vender apenas 2,5% de um animal, a prática é muito comum nos leilões. Dividido em “cotas”, o animal continua fisicamente com o dono principal, que é chamado de cotista majoritário, mas outras pessoas ou empresas podem comprar pequenas porcentagens dessas cotas, que representam os direitos comerciais e reprodutivos sobre o cavalo.

Assim, o animal passa a ter vários donos, como um fundo de investimento, e passa a ter mais “acionistas” que investem em genética de ponta com um custo menor, enquanto os criadores conseguem capitalizar o valor do animal sem vender totalmente sua posse. Os donos dessas cotas passam a ter parte dos lucros da reprodução do animal e participação na valorização do animal — como no mercado de ações.

Após o anúncio das cotas em leilões, investidores podem analisar as oportunidades e fazer lances para “arrematar” o melhor valor para a porcentagem que gostariam de adquirir. Após o fechamento, é feito um contrato com todas as informações do animal, direitos e deveres, tanto dos cotistas majoritários quanto dos minoritários.

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Sobre o autor Saara Paiva

Jornalista, exploradora de eventos culturais e entusiasta da prática de esportes. Escreve sobre finanças sem palavras difíceis e com temas relevantes para quem vive a realidade brasileira.

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