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Amor em tempos de crise: como celebrar o Dia dos Namorados sem estourar o orçamento?

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O Dia dos Namorados se aproxima e, com ele, chegam as vitrines decoradas, os cardápios especiais e os presentes sugestivos. Em um país onde o consumo emocional é forte e a tradição fala alto, essa data ainda exerce enorme poder de mobilização — tanto no coração quanto no bolso.

Mas a pergunta que muitos casais se fazem em 2025 é: como demonstrar amor sem comprometer o orçamento? Enquanto o mercado eleva os preços — do buquê de flores ao jantar romântico — cresce também o número de casais que buscam alternativas criativas e conscientes para celebrar o amor. Afinal, amar também é cuidar da saúde financeira da relação.

“Te amo o suficiente pra não deixar nosso amor virar dívida.”

O Dia dos Namorados se aproxima e, com ele, chegam as vitrines decoradas, os cardápios especiais e os presentes sugestivos.
A frase, que poderia facilmente estampar um cartão romântico contemporâneo, resume o espírito de muitos namorados que optam por gestos mais simples e significativos, em vez de presentes caros | Foto: Reprodução/Canva

Planejamento é romantismo também

Conversar com o parceiro ou parceira sobre limites de gastos, expectativas e prioridades é uma forma de construir um relacionamento maduro. Combinar um valor máximo para o presente — R$ 100, por exemplo — pode evitar frustrações e preservar a leveza da data.

“Se o amor é verdadeiro, não precisa de etiqueta de grife.”

Propostas como jantares preparados a quatro mãos, piqueniques ao ar livre, cartas escritas à mão ou até escapadas para pousadas simples e aconchegantes mostram que o romantismo não está nos altos custos, mas na intenção.

E o mercado?

Não é novidade que datas comemorativas impulsionam o comércio. Promoções “especiais”, produtos “exclusivos” e pacotes “românticos” surgem em abundância, muitas vezes acompanhados de reajustes de preço disfarçados de sofisticação. Por isso, é importante que o consumidor esteja atento e planeje com antecedência, evitando decisões por impulso.

“Mais importante do que o presente é a presença.”

Celebrar o amor é essencial, mas isso não precisa vir acompanhado de boletos acumulados. Em tempos de juros altos e inflação sensível, o equilíbrio entre afeto e responsabilidade é o presente mais valioso que um casal pode se dar.

No fim, o que permanece não é o presente caro, mas a lembrança de um gesto sincero. Porque o amor sobrevive de sentimento — e tradição, de bom planejamento.

Sobre o autor Cloves Santos

Cloves Santos é contabilista, Formado em Marketing, com MBA em Finanças pela UFJF cursando Gestão Inovação Tecnológica. Ex-Diretor da Câmara Municipal de Juiz de Fora, foi agraciado com a Comenda Henrique Halfeld. Defensor do empreendedorismo sustentável, busca integrar inovação, responsabilidade social e consumo consciente para um futuro equilibrado e próspero.

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