O ataque de Israel ao Irã fez o preço do petróleo e do dólar subirem no mercado internacional. O valor do barril de petróleo aumentou mais de 6%, enquanto o dólar se valorizou frente a várias moedas, inclusive o real.
Na manhã de sexta-feira, 13 de junho, poucas horas após o início da operação militar israelense chamada “Leão Ascendente”, os mercados globais reagiram com forte instabilidade. A commodity Brent, referência mundial do petróleo, chegou a ultrapassar a marca de US$ 75 o barril (equivalente a R$ 416.23), com variação entre 6% e 9% ao longo do dia. O barril do WTI (West Texas Intermediate – referência global para o preço do petróleo bruto nos Estados Unidos), também teve alta significativa, refletindo o temor de uma possível interrupção no fornecimento no Oriente Médio.
O Irã é um dos maiores produtores de petróleo, um dos principais combustíveis usados no mundo. Além disso, o país controla o Estreito de Ormuz, um ponto estratégico por onde passa cerca de 20% de todo o material comercializado no planeta – cerca de 1 em cada 5 barris vendidos no mundo. A possibilidade de que o conflito se intensifique ou que o Irã bloqueie essa rota, dificultando o acesso ao produto para o resto do mundo, levou a percepção de risco dos investidores.

Essa tensão geopolítica não impacta apenas o petróleo: o dólar também disparou em relação a moedas emergentes. No Brasil, a moeda norte-americana chegou a ser negociada por R$ 5,45, em alta de cerca de 1,2% no dia.
Sempre que existe uma crise internacional, como um conflito entre países, os investidores procuram lugares mais seguros para guardar seu dinheiro. Um desses lugares mais seguros é o dólar americano, usado em negócios no mundo inteiro. Isso fez com que o dólar valorizasse – ou seja, ficasse mais caro – em relação a outras moedas, como o real no Brasil.
Isso significa que tudo que o Brasil compra em dólar, como remédios, peças de computador ou combustíveis, fica mais caro.


