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Israel ataca Irã com mais de 100 bombardeios aéreos diretos

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Israel lançou um forte ataque aéreo contra o Irã na madrugada de sexta-feira, 13 de junho – noite de quinta-feira, 12 de junho, no horário de Brasília. A operação recebeu o nome de Operação Leão Ascendente (“Rising Lion”).

Foram mais de 100 bombardeios em diferentes cidades do Irã, incluindo a capital Teerã, uma importante usina nuclear chamada Natanz, além de bases militares e prédios do exército iraniano. O governo de Israel disse que essa foi apenas a primeira parte da operação, e que mais ataques devem acontecer.

O ataque matou nomes importantes do exército iraniano, como o comandante da Guarda Revolucionária, Hossein Salami, e o chefe das Forças Armadas, Mohammad Bagheri. Também morreram cerca de seis cientistas que trabalhavam no projeto nuclear do Irã.

Israel ataca Irã com bombardeios aéreos
Cerca de 200 caças israelenses atingiram mais de 100 alvos em todo o território iraniano, com ataques confirmados em pelo menos oito regiões do país | Foto: Sepah News /Flickr

De acordo com veículos internacionais, pelo menos nove pessoas morreram e mais de 100 civis ficaram feridos, incluindo mulheres e crianças. O Irã afirma que áreas residenciais também foram atingidas.

Logo após os bombardeios, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, apareceu na TV e disse que o principal alvo foi a usina de Natanz, onde o Irã enriquece urânio, que pode ser usado para fazer uma bomba atômica. Segundo ele, os cientistas envolvidos nesse trabalho também foram atacados. “Estamos em um momento decisivo da história de Israel”, declarou Netanyahu.

Ele disse ainda que os ataques vão continuar “por quantos dias forem necessários” para impedir o que chamou de ameaça do Irã à sobrevivência de Israel.

O governo israelense acredita que o Irã está muito perto de conseguir uma arma nuclear e decidiu agir antes disso acontecer. Como medida de segurança, o ministro da Defesa, Israel Katz, declarou estado de emergência, fechou o espaço aéreo do país e suspendeu aulas e atividades em espaços públicos, com medo de uma resposta do Irã.

Como o Irã reagiu?

Poucas horas depois, o Irã respondeu com mais de 100 drones (aviões não tripulados) enviados contra Israel. A maioria foi interceptada antes de causar danos. Mesmo assim, Israel manteve o alerta máximo e disse que a operação vai continuar. Autoridades israelenses pediram que a população evite aglomerações e fiquem atentos às sirenes de emergência.

Um porta-voz do exército do Irã disse à emissora local que Israel e os Estados Unidos “vão pagar caro” por essa operação. Porém, os Estados Unidos afirmaram que não participaram diretamente do ataque, embora tenham sido avisados com antecedência. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, declarou que Washington não se envolveu, mas apoia o direito de Israel de se defender.

O mundo está preocupado

Organizações internacionais como a ONU, e países como Estados Unidos, Reino Unido, França e China, pediram calma e que os dois lados evitem uma guerra maior. O medo é que o conflito se espalhe por toda a região do Oriente Médio.

Além disso, o ataque já causou efeitos na economia: o preço do petróleo subiu mais de 10%, já que o Irã é um dos grandes produtores do mundo. Quando há conflitos nessa região, os mercados financeiros ficam tensos.

O que pode acontecer agora?

Esse foi o maior ataque direto de Israel contra o Irã na história. Foram atingidos locais considerados sagrados para o programa nuclear iraniano, matando generais, cientistas e ferindo civis. A resposta do Irã foi rápida e forte.

Existe agora o risco de o conflito crescer ainda mais e envolver outros grupos aliados ao Irã, como o Hezbollah, no Líbano, e os houthis, no Iêmen. O mundo inteiro está atento e preocupado com a possibilidade de uma guerra aberta entre os dois países — que pode afetar todo o planeta.

A situação ficou ainda mais delicada porque este ataque aconteceu poucos dias antes do início de novas negociações entre o Irã e países como os EUA, para tentar chegar a um acordo de paz e controle nuclear. Essas conversas estavam marcadas para o dia 15 de junho, no país de Omã.

Sobre o autor Saara Paiva

Jornalista, exploradora de eventos culturais e entusiasta da prática de esportes. Escreve sobre finanças sem palavras difíceis e com temas relevantes para quem vive a realidade brasileira.

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