Impactos para os consumidores
A mudança divide opiniões. Do lado positivo, especialistas acreditam que a redução dos custos operacionais para os bancos pode ser repassada ao consumidor na forma de financiamentos mais acessíveis.
“A retomada extrajudicial reduz o risco de inadimplência para as instituições, o que tende a resultar em juros mais baixos e condições mais vantajosas”, explica Durão.
Segundo dados do Banco Central do Brasil, em junho de 2025 a taxa média de juros para financiamento de veículos estava em 25,4% ao ano. Com a entrada em vigor do novo modelo, espera-se que esse percentual caia gradualmente, dependendo do impacto real da medida sobre os custos do setor.
Por outro lado, o consumidor perde parte do prazo que antes costumava ter para renegociar dívidas. “Antes, a retomada dependia de processo judicial, o que dava um tempo extra para quem atrasava os pagamentos. Agora, será preciso estar ainda mais atento aos contratos e ao planejamento financeiro”, alerta Adriano de Almeida.
Ele lembra que a cláusula que permite a apreensão extrajudicial precisa estar prevista no contrato, e recomenda que os consumidores leiam todos os termos com cuidado antes de assinar.


