Como as escolas entram nesse processo digital?
Na escola, iniciativas como o projeto Efinckids, liderado por Soaper, têm levado educação financeira para crianças por meio de materiais didáticos e jogos pedagógicos. Já Godoy é cofundador da BEM Educação, que atua com escolas em programas contínuos de alfabetização financeira.
Na Escola Progresso Itu, interior de São Paulo, alunas como Maria Eduarda Ramonsini, de 12 anos, e Yasmin Leme de Sousa, de 13, estão tendo contato com o tema desde 2024. Ambas destacam que as aulas as incentivaram a conversar mais sobre dinheiro em casa e a refletir sobre como economizar e planejar os próprios gastos.
Além dos jogos, os bancos oferecem produtos específicos para o público jovem. O Bradesco, por exemplo, lançou o nextJoy, uma conta digital em parceria com a Disney para crianças de 0 a 17 anos. A plataforma permite criar missões e recompensas, adaptando conteúdos conforme a faixa etária.
A Ágora Investimentos, também do grupo Bradesco, promove o programa Challenge, uma competição gamificada voltada para universitários. Em 2024, o projeto teve mais de mil inscritos em 178 grupos.
O Nubank oferece uma conta para jovens de 6 a 17 anos, com recursos como Caixinhas, que ajudam a organizar o dinheiro por objetivos. Já o Inter oferece a Conta Kids para crianças até 12 anos e a Conta You para adolescentes de 13 a 17, ambas com acesso a investimentos, exceto o Home Broker. O C6 Bank tem a C6 Yellow, que permite aplicar em CDBs de liquidez diária, com rendimento de 102% do CDI, ou seja, superior à taxa básica da economia.
Essas iniciativas mostram que os bancos estão atentos às mudanças geracionais e apostam em uma relação mais próxima, educativa e digital com os clientes do futuro. O desafio agora é garantir que esse aprendizado continue além das telas, dentro de casa e nas escolas, preparando jovens para uma vida financeira mais saudável.
*Entrevistas concedidas ao E-Investidor.


