Correção monetária e dicas para evitar problemas
Uma informação que costuma passar despercebida é que as restituições do Imposto de Renda são corrigidas pela Selic. A partir do segundo lote, os valores pagos recebem uma atualização que inclui a taxa de 1% ao mês mais a variação da Selic acumulada desde a entrega da declaração até o pagamento. Essa correção, embora não seja muito expressiva mês a mês, garante que quem recebe nos últimos lotes não perca poder de compra devido à espera.
Para evitar atrasos ou problemas com a restituição, a principal dica é usar a declaração pré-preenchida oferecida pela Receita, que puxa automaticamente as informações disponíveis em bases oficiais, reduzindo erros.
Optar por receber o valor via Pix com a chave CPF também pode ser vantajoso, pois coloca o contribuinte em uma posição de prioridade dentro da ordem de pagamentos. Ainda assim, é fundamental revisar com cuidado todos os dados pessoais e bancários antes de enviar a declaração.
Quem perdeu o prazo de entrega, encerrado em 31 de maio, ainda pode enviar o documento, mas estará sujeito a multa. A penalidade mínima é de R$ 165,74, podendo chegar a 20% do imposto devido. Além disso, o contribuinte que declarar fora do prazo só será incluído em lotes residuais, pagos depois do calendário regular. Por isso, é essencial entregar a declaração o quanto antes e acompanhar com atenção sua situação no sistema da Receita.


