Como funcionam os leilões do INSS?
O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou, em 2010, que o INSS realizasse, a cada cinco anos, um leilão para definir quais bancos ficariam responsáveis pelos pagamentos de benefícios. Nesses pregões, cada instituição apresenta propostas, e a vencedora de cada lote regional assume os repasses.
No último leilão, em outubro de 2024, a Crefisa venceu 25 dos 26 lotes disponíveis, superando 23 instituições concorrentes. O contrato firmado tem validade de janeiro de 2025 a dezembro de 2029. A expectativa era de que fossem concedidos, em todo o país, cerca de 437 mil novos benefícios por mês, com valor médio de R$ 1.824.
De acordo com o INSS, a escolha da instituição pagadora segue regras rígidas de licitação, com exigências de qualidade no atendimento e investimentos em melhorias. As empresas vencedoras também precisam prestar contas regularmente e estão sujeitas a penalidades, incluindo suspensão do contrato, caso as normas não sejam cumpridas.
Em nota, o INSS declarou que “não compactua com práticas que acarretem prejuízos ou desconfortos aos beneficiários, especialmente àqueles em situação de vulnerabilidade social”. O órgão ressaltou que “a transparência e a segurança no atendimento são princípios irrenunciáveis na relação com os segurados” e reafirmou seu compromisso de fiscalizar as instituições parceiras, exigindo delas qualidade e respeito no atendimento.


