Desigualdade entre faixas de renda
O impacto das dívidas é maior justamente para quem recebe menos. Pessoas que vivem com até um salário mínimo comprometem 90,1% da renda com pagamentos já contratados. Na prática, sobra quase nada para despesas imprevistas, como problemas de saúde, reparos urgentes ou até mesmo uma simples compra fora do planejamento.
Já entre os brasileiros que recebem acima de dez salários mínimos, o índice cai para 58,2%. Esse grupo consegue manter uma parte maior de sua renda, garantindo espaço para planejar gastos futuros, investir ou reservar parte do dinheiro para emergências e lazer.
A diferença entre as duas realidades mostra como a desigualdade de renda no Brasil vai além da quantidade de dinheiro que entra. Enquanto famílias com maior renda conseguem organizar e até expandir o patrimônio, quem está na base da pirâmide precisa lidar com a instabilidade constante e o risco de recorrer novamente ao crédito para suprir necessidades básicas.


