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Geração pesa mais que renda nas escolhas de consumo em shoppings, diz pesquisa

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Uma pesquisa realizada pela Brain Inteligência Estratégica revela que a geração do consumidor tem maior impacto que a renda na escolha de canais de contato e nos motivos que levam às compras presenciais em shoppings. O estudo foi feito com 1.003 consumidores em julho de 2025 e analisou hábitos de comunicação, marcas preferidas e categorias de produtos que mais atraem visitantes.

Segundo a pesquisa, canais digitais como o WhatsApp são predominantes entre os públicos mais jovens, enquanto as gerações mais antigas mantêm preferência pelo atendimento presencial.

Consumidores de diferentes gerações visitam shoppings, influenciando preferências de marcas, canais de atendimento e movimentação econômica do setor | Foto: Reprodução/Canva
Consumidores de diferentes gerações visitam shoppings, influenciando preferências de marcas, canais de atendimento e movimentação econômica do setor | Foto: Reprodução/Canva

Canais de contato e comunicação

Entre os entrevistados, 56% indicaram o WhatsApp como principal meio de comunicação com as marcas, especialmente entre os consumidores das gerações Z e Y. Já os Baby Boomers priorizam atendimento presencial, enquanto e-mail e chat online são pouco utilizados por todos os grupos etários. A renda mostrou ter impacto mínimo sobre essa escolha, indicando que fatores culturais e de hábito são mais determinantes.

Marcas que atraem consumidores de acordo com as gerações

No setor de moda, Renner, C&A e Riachuelo concentram juntas 48% das menções como principal motivo de visita a shoppings, com participação de 20%, 15% e 13% respectivamente. A Zara apresenta relevância maior entre consumidores de renda superior a R$ 20 mil por mês, refletindo a tendência de público de maior poder aquisitivo buscar marcas específicas em vez de lojas de departamento.

Em beleza e cosméticos, O Boticário lidera com 40% das menções, seguido por Natura com 9% e Sephora com 3%. O Boticário e a Natura têm mais força entre Baby Boomers, enquanto a Sephora é mais citada pelos consumidores mais jovens.

No segmento de alimentação, o McDonald’s lidera com 31% das menções, à frente de Burger King (12%) e Outback (5%). No entanto, marcas regionais e locais têm grande apelo, especialmente entre públicos mais velhos que demonstram menor interesse por fast food.

Em casa e decoração, a liderança não é consolidada, mas a Tok&Stok aparece em primeiro lugar com 18% das menções, seguida por Riachuelo (11%) e Leroy Merlin (8%), com maior força entre Baby Boomers e consumidores de renda mais alta.

No setor de artigos esportivos, a Centauro domina com 57% das menções, seguida por Nike (16%) e Adidas (16%). A preferência se mantém em todas as faixas de renda, indicando maior consistência de marca em segmentos específicos.

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Impactos econômicos para shoppings e varejo

Os resultados indicam que a segmentação por geração é mais estratégica que a segmentação por renda na definição de campanhas de marketing e estratégias de vendas. Para o varejo, entender que jovens preferem canais digitais enquanto consumidores mais velhos valorizam o atendimento presencial pode direcionar investimentos em treinamento de equipes e tecnologia.

O setor de shoppings, que representa cerca de R$ 200 bilhões por ano em movimentação econômica no Brasil, segundo a Abrasce (Associação Brasileira de Shopping Centers), depende da frequência de visitantes e da combinação entre varejo e serviços de alimentação e lazer para manter faturamento. A adaptação ao comportamento de consumo por geração pode impactar diretamente receitas e lucro líquido das redes de varejo.

Além disso, a preferência por determinadas marcas influencia o mix de lojas dentro dos centros comerciais, impactando decisões de locação e campanhas promocionais. Um shopping com maior presença de marcas valorizadas pelos consumidores mais jovens tende a ter maior engajamento digital e vendas de produtos de ticket médio mais elevado, refletindo diretamente na arrecadação de impostos e tributos.

Conclusões da pesquisa

O estudo demonstra que para o varejo físico em shoppings, entender os hábitos de consumo por geração é crucial para maximizar resultados econômicos e ajustar estratégias de marketing e atendimento. Embora a renda tenha papel secundário na escolha de canais e marcas, ela ainda influencia decisões de compra de produtos de luxo ou de alto valor agregado, como roupas da Zara e artigos de decoração premium.

Com essas informações, varejistas e administradores de shoppings podem planejar melhor mix de lojas, promoções e campanhas de engajamento, direcionando recursos para o público-alvo correto e otimizando o retorno financeiro.

Sobre o autor Rafaella Ranulfo

Jornalista especializada em assessoria e gestão da comunicação. Pós-graduanda em psicologia positiva, felicidade e bem-estar. Além de suas contribuções online, é autora de dois livros e criadora de conteúdo

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