Mais trabalho, mas em condições precárias
Embora o número de idosos no mercado de trabalho tenha aumentado, a maior parte deles está em ocupações informais. Em 2024, 53,8% dos trabalhadores com mais de 60 anos não tinham carteira assinada, contra 38,6% da média nacional. Isso significa que mais da metade continua exercendo funções sem contribuição regular para a Previdência, sem direito a férias, 13º salário ou aposentadoria futura.
Essa realidade é explicada pelo perfil das atividades que mais empregam pessoas dessa faixa etária. Os serviços e o comércio concentram 26,7% dos idosos ocupados, em funções como vendedores ambulantes, atendentes e pequenos prestadores de serviço. Em seguida, vêm os operários qualificados, artesãos e mecânicos, que somam 21,2%. Nessas áreas, o vínculo formal é mais raro, e a renda obtida costuma ser instável.
Nas ruas das grandes cidades, não é difícil encontrar exemplos dessa realidade: trabalhadores acima de 60 anos em feiras, pequenas lojas, obras da construção civil ou realizando reparos domésticos. Essas funções, em geral, não oferecem segurança financeira nem garantias trabalhistas, deixando os mais velhos expostos à precarização.


