Expectativa de vida cresce, mas viver custa caro
Nas últimas décadas, os brasileiros ganharam mais anos de vida. Em 1980, a expectativa média era de 62,6 anos. Hoje, alcança 76,4 anos. Esse aumento veio acompanhado de melhor qualidade de saúde e disposição física, o que possibilita aos mais velhos continuar trabalhando.
No entanto, longe de ser apenas uma escolha, essa permanência é, em muitos casos, uma necessidade. Os gastos com medicamentos, planos de saúde e alimentação pesam mais sobre o bolso da população idosa do que sobre a média geral. Um índice específico de inflação, calculado para pessoas acima de 60 anos, registrou alta de 4,40% em 12 meses até junho de 2025, enquanto o índice geral foi de 4,23%. A diferença, aparentemente pequena, significa mais dificuldade no dia a dia, já que os produtos e serviços consumidos por essa faixa etária costumam ser indispensáveis.


