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Brasil espera isenção do café nas tarifas dos EUA e aposta em novos mercados

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Brasil aposta em novos compradores

Enquanto aguarda uma possível revisão da tarifa, o governo brasileiro tenta acelerar negociações com outros destinos. A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) já trabalha em um programa de diversificação para diminuir a dependência de um único comprador.

Países europeus como Alemanha e Itália, além de Japão e China, aparecem como alternativas promissoras para absorver parte da produção. A própria China, rival direta dos Estados Unidos, anunciou no início de agosto que abrirá seu mercado para cerca de 200 empresas exportadoras do “queridíssimo café brasileiro”, sinal de que há espaço para ampliar os negócios fora do eixo tradicional.

A mudança de rota, porém, não elimina a apreensão entre os produtores, já que as relações com relações comerciais com clientes americanos, que foram construídas ao longo de anos, podem acabar sendo facilmente substituídas, justamente por causa do preço final encarecido com o novo imposto. Desde a entrada em vigor da tarifa, não houve novos contratos com empresas dos Estados Unidos, e alguns embarques de vendas já acertadas foram adiados a pedido dos importadores.

Segundo o Cecafé, a situação é inédita e causa insegurança, pois compradores preferem esperar uma solução política antes de assumir compromissos de longo prazo. Do outro lado, companhias americanas que tradicionalmente importavam café brasileiro consideram o produto inviável com os preços atuais, classificando-o como inacessível para os consumidores locais.

Apesar da tensão, analistas destacam que o Brasil possui um trunfo importante: a oferta mundial de café está limitada, o que amplia o poder de negociação dos produtores nacionais. A seca histórica registrada em safras anteriores reduziu os estoques globais e fez os preços subirem já no início deste ano, sendo assim, mesmo com a barreira americana, o café brasileiro continua muito disputado no mercado internacional. Além disso, o fato de o grão poder ser armazenado por meses confere flexibilidade aos produtores, que conseguem aguardar melhores condições de venda.

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Sobre o autor Saara Paiva

Jornalista, exploradora de eventos culturais e entusiasta da prática de esportes. Escreve sobre finanças sem palavras difíceis e com temas relevantes para quem vive a realidade brasileira.

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