Regras novas não resolveram o problema
Mesmo com regras recentes que tentam limitar esse custo, os números mostram que a situação continua preocupante. Em dezembro de 2023, o Conselho Monetário Nacional determinou que os juros do rotativo não poderiam ultrapassar o dobro do valor original da dívida. Essa regra passou a valer em janeiro de 2024 e trouxe algum alívio, já que antes as dívidas poderiam crescer sem limites.
Além do rotativo, outros tipos de crédito também chamam a atenção. O cartão de crédito parcelado, por exemplo, registrou em julho uma pequena queda, ficando em 181,7% ao ano. Apesar da redução, ainda é uma taxa muito alta. Já o cheque especial, conhecido como a segunda linha de crédito mais cara do país, também apresentou queda, passando de 135,7% em junho para 133,8% em julho. Ou seja, embora os juros tenham caído um pouco nessas modalidades, eles continuam em patamares que exigem cuidado.
Enquanto isso, a taxa total de juros do cartão de crédito, que leva em conta todas as operações, recuou levemente para 88,1% ao ano. É um número menor do que o do rotativo, mas continua entre os mais altos do sistema financeiro. A média geral de juros das operações de crédito no país ficou em 31,4% ao ano em julho, o que mostra que o cartão de crédito realmente pesa mais do que outras formas de empréstimo.


