Endividamento das famílias continua alto
O Banco Central também mostra que, em julho, o total de crédito às famílias cresceu, assim como o nível de endividamento. O saldo do crédito ampliado chegou a R$ 19,5 trilhões, representando 158,5% do Produto Interno Bruto (PIB). No caso das famílias, a inadimplência — quando a pessoa atrasa o pagamento por mais de 90 dias — alcançou 6,5%. Esse aumento da inadimplência ajuda a explicar por que os bancos mantêm juros tão altos: eles tentam compensar o risco de não receber os pagamentos.
Esse cenário reforça a importância de planejamento financeiro. O cartão de crédito pode ser uma ferramenta útil, principalmente para organizar compras e concentrar gastos, mas precisa ser usado com cuidado. Sempre que possível, o ideal é pagar a fatura inteira dentro do prazo. Quando isso não for possível, negociar com o banco um parcelamento da fatura pode ser uma saída menos cara do que entrar no rotativo. Outra opção, para quem tem carteira assinada, é considerar modalidades como o consignado com FGTS, que podem ter juros menores e mais previsíveis.


