Faltando quase três meses para a Black Friday, marcada para o dia 28 de novembro, os consumidores brasileiros já começaram a se planejar para aproveitar a data, que é uma das maiores do calendário de compras do ano. Uma pesquisa divulgada pelo Google na última quinta-feira, 28 de agosto, mostra que a expectativa é alta e que as pessoas estão cada vez mais organizadas para esse momento.

A pesquisa foi realizada on-line em julho de 2025 em parceria com a empresa de consultoria Offerwise, com a participação de 2.000 pessoas de diferentes regiões do país e de diferentes classes econômicas.
Planejamento começa cedo
Um dos pontos destacados pelo estudo é que os consumidores estão se preparando com antecedência. Segundo os dados, 54% das pessoas já estão guardando dinheiro especificamente para as compras da Black Friday. Além disso, 83% começam a economizar mais de um mês antes da data, o que mostra que o evento está se consolidando como um momento planejado de consumo.
Para o Google, esse comportamento indica que o consumidor já está mapeando preços, pesquisando lojas e definindo prioridades. O movimento não é apenas de impulso, mas sim parte de uma estratégia para aproveitar os descontos de forma consciente.
Compras para si mesmos
Outro destaque do levantamento é que, para a maioria dos entrevistados, as compras feitas na Black Friday são destinadas a si próprios. Ou seja, a data é vista como a oportunidade de adquirir produtos de maior valor ou de necessidade pessoal. Já os presentes de Natal, que acontece logo em seguida, ficam em segundo plano e são voltados principalmente para familiares e amigos.
O valor médio que cada consumidor pretende gastar será de pelo menos R$ 600. Esse dado reforça a ideia de que muitos aproveitam a ocasião para adquirir bens de maior preço, como eletrônicos, eletrodomésticos e itens duráveis.
Confiança maior nos descontosUm problema comum nos anos anteriores era a desconfiança dos consumidores em relação às promoções, muitas vezes chamadas de “black fraude”. No entanto, a pesquisa indica que essa visão vem mudando. Apenas 7% dos entrevistados afirmaram não confiar nos descontos da data.
Esse número é considerado baixo em comparação com pesquisas de anos anteriores, o que mostra que o público enxerga mais credibilidade nas ofertas apresentadas pelo comércio.
Além disso, quase metade dos consumidores (48%) já tem uma lista de desejos pronta para a Black Friday. Para eles, esse é o único momento do ano que justifica a compra de bens duráveis e de alto valor, reforçando o caráter estratégico da data.
Entrega e frete continuam sendo preocupação
Apesar do aumento da confiança, os consumidores ainda estão atentos a outros fatores importantes na hora de decidir pela compra. Para 37% dos entrevistados, o prazo de entrega é um ponto de atenção. Já 41% afirmaram que o valor do frete pode ser determinante na escolha do produto ou da loja.
Essas preocupações são reflexo da experiência de anos anteriores, quando muitos consumidores relataram atrasos na entrega ou altos custos de envio, o que diminui a atratividade da promoção.
Flexibilidade no consumo
Outro dado que chama a atenção é a flexibilidade do consumidor brasileiro durante a Black Friday. Segundo a pesquisa, 68% afirmaram que podem mudar a decisão de compra caso encontrem um bom preço em outro produto. Além disso, 40% reconhecem que podem gastar mais do que o previsto, muitas vezes por receio de se arrepender depois por não ter aproveitado determinada oferta.
Esse comportamento mostra que, mesmo com planejamento, a emoção também influencia as escolhas na data. O medo de perder uma oportunidade pode levar a gastos maiores do que os planejados inicialmente.
Expectativa do comércio
Com base nesses dados, o comércio já começa a se preparar para atender à demanda. A tendência é que as lojas reforcem estoques, revisem estratégias de frete e invistam em campanhas de comunicação para mostrar a confiabilidade das ofertas.
A Black Friday, que começou a se popularizar no Brasil em 2010, vem ganhando cada vez mais espaço e hoje é considerada a principal data de descontos do varejo, ao lado do Natal. Para os próximos meses, a expectativa é de que a busca por informações e promoções cresça ainda mais, movimentando o comércio eletrônico e também as lojas físicas.