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Limão puxa alta de alimentos em setembro, enquanto tomate registra forte queda

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Os alimentos tiveram movimentos bem diferentes em setembro. Enquanto muitos itens ficaram mais baratos, alguns subiram muito. O campeão de alta foi o limão, que teve aumento de 37,1% — uma variação muito maior que a dos outros produtos. A informação vem da prévia do IPCA-15, divulgada pelo IBGE, e mostra como a realidade do carrinho pode mudar rápido.

Limão lidera alta dos alimentos
Esses aumentos costumam aparecer quando a oferta diminui ou quando a demanda cresce em certas regiões | Foto: Reprodução/ Canva

Frutas que encareceram bastante

Além do limão, outras frutas subiram com força. O melão subiu 19,8% e o maracujá avançou 14,2%. Subidas mais moderadas apareceram para a melancia (4,4%), a uva (2,7%), o abacaxi (2,5%) e o abacate (2,5%). Duas bananas também ficaram mais caras: a banana-d’água subiu 7,0% e a banana-prata aumentou 3,2%. A laranja-lima teve alta de 3,2%.

Em meses de entressafra, algumas frutas perdem volume no mercado e o preço sobe. Para quem compra muita fruta, essas mudanças são imediatamente percebidas na feira ou no supermercado.

Verduras, legumes e raízes que subiram

Entre os hortifrútis, o pimentão teve alta significativa de 14,0%, chamando atenção pelo aumento no custo de pratos que o utilizam com frequência. A cenoura ficou 6,1% mais cara e a batata-doce subiu 5,0%. A abobrinha também registrou aumento de 4,3%. Essas variações podem vir de problemas na colheita, no transporte ou mesmo na procura local por determinado produto.

No lado dos pescados, a peixe-corvina teve elevação de 2,8%. Mesmo sendo uma alta menor que a de frutas e hortaliças, ela afeta quem costuma consumir peixe com frequência.

Principais quedas entre os alimentos

Enquanto alguns itens encareceram, outros tiveram grandes quedas. O pepino registrou a maior baixa, com queda de 19,1%, seguido pelo morango, que caiu 19,0%. A redução no preço do tomate foi de 17,5%, uma boa notícia para quem usa o fruto diariamente em molhos e saladas.

Outras quedas importantes apareceram na cebola (-8,7%) e na laranja-baía (-8,5%). Frutas tropicais também perderam valor: manga caiu 8,3%, mamão recuou 7,4% e goiaba teve queda de 7,3%. Entre temperos, o alho ficou 6,5% mais barato.

Peixes como o peixe-filhote registraram queda de 7,6% e a peixe-dourada caiu 6,0%. A peixe-salmão teve retração de 3,7%. No grupo das raízes, a batata-inglesa apresentou queda de 5,9%, o que tende a aliviar o gasto de quem consome esse item com regularidade.

Produtos básicos da mesa, como o feijão-preto, ficaram mais baratos, com queda de 3,0%. O arroz, outro componente essencial das refeições, encerrou a lista com recuo de 2,9%.

O que isso significa no dia a dia

As variações mostram que a influência no orçamento depende do que cada família compra com mais frequência. Quem costuma consumir muito limão, melão ou pimentão sentiu o aumento no bolso; quem compra mais tomate, pepino, cebola ou arroz teve algum alívio com as quedas. Mudanças de preço assim costumam refletir condições de clima, períodos de safra e a logística até o ponto de venda.

No mercado, uma mesma cesta pode subir ou cair bastante dependendo da combinação de produtos escolhida. Por isso, acompanhar as promoções e comparar preços entre lojas pode fazer diferença no final do mês.

Lista resumida — altas (alimentos)

  • Limão: 37,1%;
  • Melão: 19,8%;
  • Maracujá: 14,2%
  • Pimentão: 14,0%
  • Banana-d’água: 7,0%
  • Cenoura: 6,1%
  • Batata-doce: 5,0%
  • Melancia: 4,4%
  • Abobrinha: 4,3%
  • Banana-prata: 3,2%
  • Laranja-lima: 3,2%
  • Peixe-corvina: 2,8%
  • Uva: 2,7%
  • Abacaxi: 2,5%
  • Abacate: 2,5%

Lista resumida — quedas (alimentos)

  • Pepino: -19,1%
  • Morango: -19,0%
  • Tomate: -17,5%
  • Cebola: -8,7%
  • Laranja-baía: -8,5%
  • Manga: -8,3%
  • Peixe-filhote: -7,6%
  • Mamão: -7,4%
  • Goiaba: -7,3%
  • Alho: -6,5%
  • Peixe-dourado: -6,0%
  • Batata-inglesa: -5,9%
  • Peixe-salmão: -3,7%
  • Feijão-preto: -3,0%
  • Arroz: -2,9%

A lista mostra oscilações entre frutas, hortaliças, raízes, peixes e grãos, e deixa claro que a experiência de cada comprador varia conforme os itens que mais consome.

Sobre o autor Saara Paiva

Jornalista, exploradora de eventos culturais e entusiasta da prática de esportes. Escreve sobre finanças sem palavras difíceis e com temas relevantes para quem vive a realidade brasileira.

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