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Menos papel-moeda em circulação: impacto do Pix ainda não é medido em reais

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Limites para estimativas conservadoras

Para fazer uma estimativa razoável de quanto o BC ou o sistema financeiro economiza, seria necessário:

  1. Ter dados públicos atualizados sobre custo unitário das cédulas em circulação, custo de produção, de substituição e de distribuição.
  2. Saber quantas transações ou saques em espécie foram evitados pelo uso do Pix, ou quanto a demanda por espécie recuou.
  3. Avaliar custos logísticos, de segurança, transporte e manuseio (banqueiros, transporte extracartorial, caixas eletrônicos).
  4. Verificar os impactos da inflação, do valor de face das cédulas, sua durabilidade, e taxas de reposição por deterioração ou obsolescência.

O que se pode afirmar com certeza

Com base nos dados disponíveis, é possível afirmar que:

  • O uso do Pix aumentou bastante desde seu lançamento, tornando-se o meio de pagamento mais utilizado no Brasil, o que está ligado à redução relativa no uso de dinheiro físico.
  • Apesar disso, a quantia total de dinheiro em espécie ainda é elevada e permanece em patamar de centenas de bilhões de reais.
  • Então, embora exista economia de produção e operação associada à diminuição do uso de cédulas, essa economia não foi quantificada publicamente de forma clara pelo Banco Central.
Sobre o autor Rafaella Ranulfo

Jornalista especializada em assessoria e gestão da comunicação. Pós-graduanda em psicologia positiva, felicidade e bem-estar. Além de suas contribuções online, é autora de dois livros e criadora de conteúdo

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