A Polícia Federal realizou, na última sexta-feira, 12 de setembro, uma operação que levou à prisão de oito pessoas acusadas de participar de um esquema de fraudes milionárias contra o sistema financeiro brasileiro. O grupo, segundo os investigadores, está por trás de um dos maiores ataques cibernéticos já registrados no país. Estima-se que os prejuízos ultrapassem R$ 1 bilhão.

Os criminosos conseguiram acessar de forma indevida contas chamadas PI, ligadas diretamente ao Banco Central, e a partir delas realizaram transações fraudulentas. Dessa forma, valores que pertenciam a instituições financeiras eram desviados para contas controladas pela organização criminosa.
As prisões em flagrante, realizadas no mesmo dia em que parte da ação foi descoberta, foram transformadas em preventivas. Isso significa que os acusados permanecerão presos por tempo indeterminado, enquanto o processo avança. Eles responderão por crimes de organização criminosa e tentativa de furto qualificado por meio eletrônico.
As investigações continuam e a Polícia Federal busca identificar outros envolvidos, já que há indícios de que a estrutura do esquema é maior do que o núcleo preso nesta etapa. A corporação informou que o combate a fraudes digitais é prioridade, pois ataques como esse ameaçam a segurança do sistema bancário e a confiança da população nos serviços financeiros.


