Mercados avançados x emergentes
No mundo desenvolvido: respiro nos salários
Nas economias avançadas, muitos indicadores de emprego apontam arrefecimento recente. Contratações desaceleraram, e o número de vagas não preenchidas vem caindo. O estudo do BIS argumenta que existe uma tendência de retorno aos níveis pré-pandemia nesses países.
Isso reduz o espaço para que aumentos salariais elevados se traduzam em inflação. Ou seja, em ambientes com menor pressão de demanda no mercado de trabalho, novas elevações de salário tendem a ser mais contidas.
Nos mercados emergentes: rutura salarial mais forte
Já nos países emergentes, o estudo relata que o custo unitário do trabalho apresentou elevação mais intensa. Isso implica que o valor pago em salários, dividido pela produção, cresceu mais rapidamente — um processo que tende a pressionar os preços de bens e serviços.
Além disso, fatores estruturais como informalidade, menor mobilidade trabalhista e menor poder de indexação de contratos podem tornar mais difícil conter essas pressões. O BIS ainda ressalta que forças de longo prazo — como demografia, migração e alterações tecnológicas — desempenham papel central nesse cenário.


