Um estudo recente do Banco de Compensações Internacionais (BIS) intitulado Markets in a Turning Point: weakening trends amid high uncertainty (Mercados em um ponto de virada: tendências de enfraquecimento em meio a alta incerteza) aponta que economias emergentes enfrentam risco maior de desancoragem das expectativas inflacionárias via pressão salarial do que economias desenvolvidas.
O trabalho destaca que o custo unitário do trabalho, ou seja, o custo médio que uma empresa paga por unidade de produção, subiu de forma mais aguda nos países emergentes no pós-covid em relação às economias avançadas.
Segundo o relatório, enquanto nas economias avançadas muitos mercados de trabalho já mostram sinais de enfraquecimento ou normalização, nas economias emergentes a rigidez salarial, combinada com escassez de mão de obra ou informalidade, pode alimentar inflação persistente.
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