O comportamento dos preços em 2025
O ano de 2025 tem sido de contrastes no setor de alimentos. No acumulado até outubro, os preços do grupo subiram 3,34%, uma alta menor que a do índice geral, que ficou em 3,94%. Os dados mostram que alguns produtos continuam em trajetória de aumento, enquanto outros registraram quedas históricas. As maiores altas do ano foram da abobrinha (+48,2%), do café moído (+44,5%), do pimentão (+42,9%), da manga (+34,9%) e do tomate (+27,1%).
No caso da abobrinha e do pimentão, o aumento está ligado a períodos de seca e calor intenso, que reduziram a oferta. Já o café moído ainda sofre com reflexos de problemas climáticos nas lavouras e com o aumento dos custos de transporte. A manga e o tomate, por serem frutas e hortaliças de alta sensibilidade ao clima, também apresentaram grande variação.
Entre as maiores quedas do ano, destacam-se o abacate (-56,5%), a laranja lima (-40,6%), a batata inglesa (-34,1%), o feijão preto (-31,5%) e a laranja pera (-27,6%).
O abacate teve forte redução devido à safra recorde registrada no primeiro semestre, o que aumentou a oferta e derrubou os preços. Já as laranjas — lima, pera e baía — ficaram mais baratas com a colheita abundante no interior de São Paulo e em Minas Gerais. A batata e o feijão também tiveram boa produção, o que ajudou a normalizar os preços após meses de alta.


