Juros e inflação limitam crescimento
Segundo o economista-chefe da CNC, Fabio Bentes, os números mostram uma recuperação, mas poderiam ser maiores sem o impacto dos juros elevados e da inflação.
“A inflação ainda não está onde a gente quer, e os juros, justamente por conta disso, estão também em um patamar que ninguém deseja, um patamar muito elevado. Então, a combinação desses dois fatores explica por que as vendas não vão acelerar este ano, mesmo com o mercado de trabalho tão bom”, afirmou.
Atualmente, a taxa básica de juros (Selic) está em 15% ao ano, conforme decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. O índice é mantido para conter a inflação, que acumulou 5,13% nos 12 meses encerrados em agosto. O resultado está acima do teto da meta oficial de 4,5%.


