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Real é a 3ª moeda que mais se valorizou em relação ao dólar, em 2025

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O real, moeda oficial do Brasil, terminou setembro como a terceira que mais se valorizou em relação ao dólar, em 2025. Segundo dados da consultoria Elos Ayta, o real acumulou alta de 16,43% entre janeiro e setembro. Na lista de 27 moedas analisadas, o real ficou atrás apenas do rublo russo, que subiu 33,29%, e da coroa sueca, com valorização de 17,22%.

Real é a terceira moeda que mais de valorizou em 2025
O resultado é o melhor para o Brasil desde 2016, quando a moeda havia liderado o ranking mundial | Foto: Reprodução / Canva

O que significa essa valorização?

Quando se diz que o real se valorizou, isso significa que ele ganhou força em relação ao dólar. Na prática, o brasileiro precisou de menos reais para comprar a mesma quantidade de dólares. Por exemplo, se no início do ano eram necessários R$ 5,20 para adquirir um dólar, meses depois esse valor caiu para perto de R$ 4,40. Essa diferença mostra que a moeda nacional ficou mais forte.

Para quem vive no Brasil, a valorização do real pode influenciar em áreas do dia a dia. Produtos importados, como eletrônicos, roupas e até alguns alimentos, podem ficar mais baratos, já que são comprados em dólar. O mesmo vale para combustíveis, pois o petróleo é negociado internacionalmente na moeda americana.

No turismo, viagens para o exterior também ficam menos custosas, já que o dólar e outras moedas estrangeiras ficam mais acessíveis. Por outro lado, setores que exportam, como produtores de grãos e carne, podem ver uma redução nos ganhos. Isso porque recebem em dólar, mas, ao converter para reais, o valor final diminui quando a moeda brasileira está valorizada.

Um dos principais fatores por trás da valorização é a diferença entre os juros praticados no Brasil e nos Estados Unidos, ou seja, a taxa que os governos pagam a investidores que compram seus títulos, como se fosse uma forma de remuneração.

Nos Estados Unidos, as taxas caíram ao longo de 2025. No Brasil, elas permaneceram em níveis mais altos. Essa diferença atraiu investidores estrangeiros para o país em busca de rendimentos maiores. Com mais dólares entrando no Brasil, a oferta da moeda americana aumentou e o real ganhou força.

Comparação com outras moedas

O levantamento mostra ainda como outras moedas se comportaram diante do dólar. A que mais perdeu valor foi o peso argentino, com queda de 27,4%. A desvalorização foi quase o dobro da segunda pior colocada, a lira turca, que caiu 14,35%. Também tiveram perdas a rúpia indiana (-2,84%), a rúpia indonésia (-1,75%) e o dólar de Hong Kong (-0,39%).

O caso argentino se destacou porque o peso continuou em queda mesmo em um cenário em que o dólar perdeu força globalmente. A moeda da Argentina sofre com os efeitos da inflação alta, da instabilidade econômica e da baixa confiança de investidores.

Já no lado positivo, além de Rússia, Suécia e Brasil, moedas como o franco suíço também mostraram valorização, com ganho de 15,19% no período.

O que pode mudar no futuro?

O valor de uma moeda não é fixo e depende de vários fatores, como decisões sobre juros, inflação, entrada ou saída de investimentos estrangeiros e até crises internacionais.

No caso do Brasil, a valorização do real em 2025 foi um resultado importante, já que não acontecia em níveis tão altos desde 2016. Para a população, os efeitos podem aparecer em viagens, compras e preços de produtos que dependem do dólar.

Ainda assim, a tendência pode mudar nos próximos meses, de acordo com o que acontecer na economia mundial e nas políticas adotadas por países como Estados Unidos e Brasil.

Sobre o autor Saara Paiva

Jornalista, exploradora de eventos culturais e entusiasta da prática de esportes. Escreve sobre finanças sem palavras difíceis e com temas relevantes para quem vive a realidade brasileira.

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