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Cartão de crédito: saiba como a redução do uso melhora as finanças

O cartão de crédito continua sendo uma das principais formas de pagamento no Brasil. De acordo com o Banco Central, divulgado no Relatório de Economia Bancária de 2024, o cartão se manteve como o instrumento com maior volume de transações no país.

O uso comum desse meio de pagamento é explicado pela facilidade de parcelar compras e pela possibilidade de concentrar contas em uma única fatura. No entanto, o crescimento do endividamento ligado ao cartão indica que esse hábito pode comprometer a saúde financeira de muitas famílias.

A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio, mostra que o cartão de crédito segue há mais de dez anos como o principal tipo de dívida entre os brasileiros. Em outubro de 2025, o relatório indicou que 86,2 por cento das famílias endividadas tinham dívidas relacionadas ao cartão. Os dados mostram que o meio de pagamento não é apenas comum, mas representa a maior fonte de pressão no orçamento.

Leia também: Ansiedade financeira atinge 84% dos brasileiros por instabilidade econômica

Rever hábitos de consumo ajuda famílias a retomarem o controle das contas | Foto: Reprodução/Canva
cartão de crédito
Rever hábitos de consumo ajuda famílias a retomarem o controle das contas | Foto: Reprodução/Canva

Como o cartão incentiva o consumo acima da renda

O cartão de crédito funciona como um financiador automático. Mesmo sem solicitar empréstimo, o consumidor acessa uma linha de crédito que permite comprar agora e pagar depois. Essa dinâmica favorece a sensação de que há mais dinheiro disponível do que realmente existe.

A Fundação Getulio Vargas (FGV), em estudo publicado em 2023 sobre comportamento de consumo, aponta que instrumentos de pagamento que afastam o consumidor do desembolso imediato tendem a aumentar o volume de compras por impulso.

Outro fator que contribui para esse comportamento é a facilidade de parcelamentos sem juros. Ainda que não exista custo adicional direto, o valor acumulado das parcelas ocupa parte da renda dos meses seguintes, diminuindo a flexibilidade para lidar com contas inesperadas. Isso se torna ainda mais desafiador em um cenário em que o poder de compra das famílias segue pressionado pela inflação dos serviços essenciais, como energia elétrica e alimentação, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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