Como organizar os gastos essenciais
Uma das formas mais utilizadas por educadores financeiros para ajudar as famílias a entenderem seus gastos é a divisão do orçamento em categorias. O modelo mais comum é o 50-30-20, que sugere que 50% da renda seja dedicada a gastos essenciais, 30% para despesas flexíveis e 20% para metas de poupança ou quitação de dívidas.
No cenário brasileiro, no entanto, especialistas afirmam que muitas famílias destinam mais de 50% da renda apenas para itens básicos. De acordo com o IPCA (índice de preços ao consumidor), também divulgado pelo IBGE, alimentos e bebidas acumularam alta de 7,38% nos 12 meses anteriores a outubro de 2025. A elevação pressiona especialmente famílias das classes C e D, que comprometem maior parcela da renda com alimentação.
Além disso, contas de consumo como energia elétrica e água tiveram aumentos em diversas regiões. Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a tarifa média residencial subiu 5,6% em 2025. Organizar os gastos essenciais em 2026 significa mapear todos os valores fixos do mês e identificar onde há possibilidade de redução, mesmo que pequena.


