Controle de dívidas e renegociações
Com o nível de endividamento elevado, o controle das dívidas deve ser prioridade. Dados do Banco Central mostram que a taxa média de juros do rotativo do cartão de crédito estava em 431% ao ano em setembro de 2025. A modalidade é considerada por especialistas como a mais perigosa para o orçamento, já que os juros crescem rapidamente e podem comprometer todo o salário.
O início de 2026 deve marcar uma nova rodada de renegociações de dívidas em âmbito federal. Programas como o Desenrola Brasil, que renegociou mais de R$ 50 bilhões entre 2023 e 2024, ajudaram milhões de consumidores.
Embora o governo ainda não tenha anunciado um novo programa oficial para 2026, órgãos de defesa do consumidor recomendam que famílias busquem diretamente os credores para renegociar valores atrasados.
O Procon de São Paulo, por exemplo, registrou que acordos diretos entre consumidores e empresas reduziram, em média, até 70% do valor da dívida em alguns setores, como telecomunicações e varejo. No caso de dívidas bancárias, bancos têm oferecido parcelamentos com juros menores que o rotativo, o que pode ser uma alternativa para quem precisa reorganizar o orçamento.


