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Parcelamentos feitos no fim do ano: como eles impactam o orçamento de janeiro?

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A ilusão da parcela pequena

Uma das principais armadilhas do parcelamento é fazer o consumidor focar apenas no valor mensal, e não no custo total. Um produto de R$ 2.400 pode parecer mais acessível quando anunciado como “12 vezes de R$ 200”, mesmo que esse compromisso dure um ano inteiro. O cérebro tende a subestimar os efeitos de longo prazo e supervalorizar o alívio imediato, o que favorece decisões impulsivas.

Esse comportamento é amplamente estudado pela economia comportamental, área que analisa como emoções e atalhos mentais influenciam escolhas financeiras. Ao dividir o preço, o impacto emocional do pagamento diminui, o que aumenta a chance de gastar mais do que o orçamento permite. O resultado é um conjunto de parcelas que, somadas, passam a ocupar uma fatia relevante da renda mensal.

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Sobre o autor Saara Paiva

Jornalista, exploradora de eventos culturais e entusiasta da prática de esportes. Escreve sobre finanças sem palavras difíceis e com temas relevantes para quem vive a realidade brasileira.

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