Diferenças entre estados
O impacto da isenção também varia conforme o estado. Segundo o levantamento, Alagoas, Minas Gerais, Paraíba, Tocantins e Roraima terão mais de 60% dos professores totalmente isentos do Imposto de Renda. Esses números indicam que, nesses estados, grande parte dos docentes recebe salários abaixo do novo teto de isenção.
No outro extremo, alguns estados concentram maior número de professores que continuarão pagando a alíquota máxima de 27,5%. O caso mais evidente é o do Distrito Federal, onde 63,4% dos docentes permanecem nessa faixa, reflexo de salários médios mais elevados. Situação semelhante ocorre em estados como Amapá, Pará e Goiás.
Como o estudo foi feito?
Para chegar aos resultados, os pesquisadores do Ipea utilizaram dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), que reúne informações sobre vínculos formais de trabalho no país. Os salários foram corrigidos pela inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado até outubro de 2025.
No cálculo, não foram considerados o 13º salário nem deduções legais, como gastos com saúde, educação ou dependentes. O objetivo foi analisar apenas a base tributável mensal, permitindo comparar a situação antes e depois da nova tabela do Imposto de Renda.


