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Inadimplência bate recorde no Brasil e atinge 8,7 milhões de empresas e 73 milhões de consumidores

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Consumidores também enfrentam recorde de inadimplência

O problema não se limita às empresas. Dados do Indicador de Inadimplência de Pessoas Físicas, divulgado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), mostram que o Brasil chegou a 73 milhões de consumidores inadimplentes em novembro.

Esse número representa um aumento de 8,9% em relação ao mesmo mês de 2024. Na comparação com outubro, o crescimento foi de 1,29%. Hoje, 43,7% da população adulta brasileira tem alguma dívida em atraso.

Dívidas antigas e valores baixos predominam

O crescimento da inadimplência foi puxado principalmente por dívidas com quatro a cinco anos de atraso, que aumentaram 30,12% em um ano. Em média, cada consumidor inadimplente devia R$ 4.781,98, somando todas as dívidas, e tinha débitos com 2,23 empresas credoras.

Apesar do valor médio, muitas dívidas são pequenas. Cerca de 31% dos consumidores tinham débitos de até R$ 500, percentual que sobe para quase 44% quando se consideram dívidas de até R$ 1.000.

A faixa etária mais afetada é a de 30 a 39 anos, que representa 23,4% dos inadimplentes. Em seguida aparecem pessoas de 40 a 49 anos e de 50 a 64 anos. A divisão por sexo é equilibrada, com 51,2% de mulheres e 48,8% de homens.

Impacto na economia

O aumento das dívidas de empresas e consumidores reduz o consumo, dificulta o acesso ao crédito e freia a atividade econômica. Especialistas apontam que o cenário reforça a importância da renegociação de dívidas e do planejamento financeiro.

Enquanto isso, os números mostram que o desafio de sair do vermelho segue grande para empresas e famílias brasileiras em um ambiente de juros altos e renda apertada.

Sobre o autor Saara Paiva

Jornalista, exploradora de eventos culturais e entusiasta da prática de esportes. Escreve sobre finanças sem palavras difíceis e com temas relevantes para quem vive a realidade brasileira.

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