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Safra recorde fica para trás: produção agrícola deve recuar em 2026, aponta IBGE

A produção agrícola brasileira deve encolher em 2026 após atingir um recorde histórico em 2025. O segundo prognóstico do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) aponta que a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas deve alcançar 335,7 milhões de toneladas, uma redução de 3% em relação às 345,9 milhões de toneladas estimadas para 2025, que foi o maior volume já registrado para um mês de novembro na série do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA).

Safra Brasileira deve cair em 2026
Embora a queda ainda não represente um cenário de crise, ela sinaliza mudanças importantes para produtores, consumidores e para o custo de vida no país | Foto: Reprodução/ Canva

Por que a safra vai cair em 2026?

O recuo projetado pelo IBGE confirma o cenário preliminar divulgado em outubro e reflete, principalmente, a expectativa de menor rendimento de algumas culturas essenciais. O milho será o principal responsável pela retração: a produção deve diminuir 6,8%, o equivalente a 9,6 milhões de toneladas a menos. O cereal tem grande importância para a alimentação animal, a indústria e a formação de preços no atacado.

Quando o milho fica mais escasso, os efeitos costumam se espalhar para vários setores, chegando até o consumidor final.

O levantamento também indica reduções para o sorgo, o arroz, o algodão herbáceo, o trigo e o feijão da primeira safra. Esses produtos compõem parte central da alimentação e da cadeia industrial brasileira. Para o arroz, por exemplo, a queda estimada é de 8%, cerca de 1 milhão de toneladas. Em um país onde o alimento é base da dieta, reduções dessa magnitude podem pressionar preços em determinados períodos do ano.

No caso do feijão da primeira safra, a perda estimada é de 3,5%, algo que também pode gerar oscilação no mercado, já que o produto tem forte sensibilidade climática e costuma reagir rapidamente a alterações na oferta.

O algodão herbáceo, usado principalmente pela indústria têxtil, deve perder 11,6% da produção, enquanto o trigo pode recuar 4%. Embora o Brasil ainda dependa de importações para suprir o consumo interno de trigo, a queda da produção nacional pode elevar despesas das indústrias e impactar o preço de derivados como pães e massas.

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