Culturas que seguem em destaque
Apesar da queda geral, a soja permanece como carro-chefe do agronegócio brasileiro. A projeção para 2026 é de 166 milhões de toneladas, mantendo o país como um dos maiores produtores globais. Isso não significa que o setor ficará imune a desafios, mas mostra que a oleaginosa continua sustentando boa parte do desempenho agrícola nacional.
Para o milho, mesmo com a queda, a produção total prevista, de 141,6 milhões de toneladas, segue robusta, pois inclui as duas safras anuais: 25,8 milhões de toneladas da primeira safra e 115,9 milhões de toneladas da segunda. A segunda safra, chamada de safrinha, permanece como a principal força produtiva do cereal no Brasil.
Como a área plantada ajuda a explicar o cenário?
Embora a produção total prevista para 2026 seja menor, a área colhida deve crescer 0,9%, alcançando 82,3 milhões de hectares. Isso significa que os agricultores continuam plantando mais, mas enfrentam condições que podem reduzir o rendimento, como clima desfavorável ou recuo de produtividade.
O IBGE destaca que a área destinada ao milho deve aumentar 1,5%, o equivalente a 336,6 mil hectares, o que mostra que produtores seguem apostando na cultura. A soja permanece estável, enquanto o algodão herbáceo, o arroz e o feijão da primeira safra apresentam recuos na área de plantio.
Essa combinação de mais área, mas menor produção, indica que o desafio para 2026 está menos relacionado ao esforço dos produtores e mais às condições de clima e rendimento.