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Verão 2026: saiba como viajar sem estourar o orçamento

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Alimentação pesa no bolso do turista

Comer fora todos os dias costuma ser um dos maiores gastos da viagem. Levantamentos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mostram que alimentação fora do domicílio representa parcela relevante do orçamento das famílias, especialmente em cidades turísticas.

Uma alternativa é equilibrar refeições em restaurantes com lanches rápidos e compras em mercados locais. Estabelecimentos frequentados por moradores, fora das áreas mais turísticas, geralmente oferecem preços mais baixos e porções generosas, o que ajuda a controlar despesas em reais ao longo da estadia.

Atenção às passagens aéreas e taxas extras

Para quem opta por viajar de avião, acompanhar preços com antecedência é fundamental. Estudos do setor aéreo apontam que passagens compradas com maior antecedência costumam ter valores menores, mesmo em períodos de alta demanda.

Além do valor da passagem, é importante considerar custos adicionais, como bagagem despachada, escolha de assento e transporte até o aeroporto. Essas taxas, quando somadas, podem representar centenas de reais a mais no orçamento final da viagem.

Uso consciente do cartão de crédito

O parcelamento é uma prática comum entre consumidores brasileiros, mas pode comprometer a renda futura. Dados do Banco Central mostram que o crédito rotativo e o parcelamento no cartão têm juros elevados, o que torna essencial avaliar se a compra realmente cabe no orçamento mensal.

Especialistas recomendam priorizar pagamentos à vista quando possível ou parcelamentos curtos, que não ultrapassem o período das férias. Assim, a viagem não se transforma em um compromisso financeiro prolongado.

Benefícios e programas de desconto

Programas de fidelidade, descontos para estudantes, idosos e trabalhadores sindicalizados podem reduzir custos. O Ministério do Turismo reforça que muitos atrativos turísticos oferecem meia-entrada ou tarifas reduzidas em dias específicos.

Pesquisar previamente e organizar um roteiro ajuda a aproveitar essas oportunidades. Passeios gratuitos, praias, parques públicos e eventos culturais também fazem parte do lazer de verão e não exigem grandes desembolsos.

Reserva para imprevistos evita surpresas

Mesmo com planejamento, gastos inesperados podem surgir, como problemas de saúde, manutenção do veículo ou alterações no transporte. Reservar uma quantia extra, em reais, equivalente a cerca de 10% do orçamento total é uma prática indicada por educadores financeiros.

Esse valor funciona como uma margem de segurança e evita o uso de crédito emergencial, que costuma ter custo elevado.

Viagem como parte do orçamento anual

Tratar a viagem como uma despesa planejada ao longo do ano facilita o controle financeiro. Guardar pequenas quantias mensalmente, mesmo valores modestos, ajuda a formar um fundo específico para lazer.

Essa estratégia permite aproveitar o período de descanso sem comprometer outras despesas essenciais, como moradia, alimentação e contas fixas.

Sobre o autor Rafaella Ranulfo

Jornalista especializada em assessoria e gestão da comunicação. Pós-graduanda em psicologia positiva, felicidade e bem-estar. Além de suas contribuções online, é autora de dois livros e criadora de conteúdo

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