O sistema BC Protege+, criado pelo Banco Central (BC), já evitou 255,7 mil tentativas de fraudes relacionadas à abertura de contas bancárias em menos de três meses de funcionamento. O serviço, lançado no início de dezembro, tem como objetivo impedir que criminosos usem dados pessoais de terceiros para criar contas sem autorização.
De acordo com o balanço mais recente, cerca de 1 milhão de pessoas já aderiram à ferramenta. Nesse período, bancos e outras instituições financeiras realizaram 70,9 milhões de verificações no sistema antes de autorizar cadastros ou incluir novos titulares.
O Banco Central é o órgão responsável por supervisionar bancos e garantir o funcionamento seguro do sistema financeiro nacional. Com essa iniciativa, a instituição busca reduzir golpes que podem gerar prejuízos e transtornos para cidadãos e empresas.

Como o BC Protege+ funciona e por que ele é importante?
Ao aderir ao serviço, o cidadão informa oficialmente que não autoriza a criação de novas contas em seu nome nem sua inclusão como responsável em contas de outras pessoas. Essa regra vale para diferentes modalidades, como conta-corrente, utilizada para movimentações financeiras do dia a dia, conta poupança, voltada à guarda de dinheiro, e contas de pagamento, comuns em bancos digitais.
Sempre que uma instituição recebe um pedido de abertura, é obrigada a consultar o sistema. Caso a proteção esteja ativa, o cadastro é impedido imediatamente. Esse mecanismo reduz o risco de fraudes de identidade, que acontecem quando criminosos utilizam informações pessoais obtidas ilegalmente para contratar serviços financeiros.
Esse tipo de golpe pode resultar em dívidas indevidas, problemas no Cadastro de Pessoa Física (CPF) e dificuldades para conseguir crédito no futuro.
Empresas também podem usar o recurso
A ferramenta não é exclusiva para pessoas físicas e também pode ser utilizada por empresas. Nesse caso, representantes autorizados conseguem ativar o bloqueio para evitar que contas sejam abertas de forma irregular em nome da organização.
Essa medida é considerada importante porque o uso indevido de dados empresariais pode gerar prejuízos financeiros e comprometer a reputação da empresa. Ao impedir esse tipo de ação, o sistema amplia a segurança nas operações financeiras.
Veja o passo a passo para ativar a proteção
A adesão é gratuita e pode ser feita pela internet, na área de serviços do Banco Central. O acesso ocorre por meio da conta gov.br, que é o cadastro usado para entrar em serviços públicos digitais. É necessário possuir nível prata ou ouro, que oferecem maior grau de segurança, além de manter a verificação em duas etapas ativada, que é uma confirmação extra feita com código enviado ao celular ou aplicativo.
Após entrar no sistema, basta localizar o BC Protege+ e confirmar a ativação. A partir desse momento, a escolha passa a valer automaticamente e será informada às instituições financeiras sempre que houver uma tentativa de cadastro.
Bloqueio pode ser suspenso quando o cidadão precisar abrir conta
Caso o usuário queira contratar um serviço financeiro, será necessário suspender temporariamente a proteção. Esse procedimento também é realizado no sistema e pode incluir o agendamento da reativação automática, garantindo que o bloqueio volte a funcionar depois da abertura desejada. Essa opção evita que a pessoa esqueça de restabelecer a segurança.
Ferramenta fortalece defesa contra golpes financeiros
O aumento das fraudes bancárias tem levado autoridades a criar mecanismos para proteger a população. Com o BC Protege+, o cidadão passa a ter maior controle sobre o uso de seus dados pessoais.
Como a consulta é obrigatória para bancos e instituições financeiras, o recurso dificulta a ação de criminosos e reduz o risco de abertura irregular de contas.


