A economia brasileira terminou 2025 melhor do que o esperado. Dados do Banco Central do Brasil (BC) mostram que o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), subiu 2,5% no ano. Em dezembro, o indicador caiu 0,2%, menos do que a previsão de queda de 0,4% feita por economistas.
O resultado chama atenção porque acontece mesmo com a taxa de juros básica, a Selic, em torno de 15% ao ano, nível alto que normalmente freia consumo e investimentos. Para o público das classes C, D e E, isso significa que a economia segue ativa, o que ajuda a manter empregos, renda e oportunidades.
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Agronegócio e serviços puxaram o crescimento
O principal motor da economia foi o agronegócio. A produção agrícola cresceu com safra forte de grãos, especialmente soja e milho, e ajudou a segurar o ritmo da atividade no país. Esse resultado também influencia o preço dos alimentos e a geração de renda em regiões do interior.
Outro setor que manteve força foi o de serviços, que inclui comércio, turismo, transporte e atividades do dia a dia. Mesmo com leve desaceleração no fim do ano, o setor continua sendo o maior gerador de empregos no Brasil.
Já a indústria mostrou crescimento menor e chegou a registrar queda em alguns períodos, refletindo juros altos e crédito mais caro.
O que o crescimento significa para o bolso do brasileiro?
Quando a economia cresce, empresas vendem mais e tendem a contratar ou manter funcionários. Isso ajuda a aumentar renda e consumo. Para quem vive de salário, bico ou pequeno negócio, um PIB positivo geralmente significa mais movimento e oportunidades.
O crescimento do agronegócio pode ajudar a segurar a inflação de alimentos, o que pesa bastante no orçamento das famílias. Ao mesmo tempo, juros altos ainda encarecem crédito e parcelamentos. Por isso, mesmo com economia crescendo, muitas pessoas ainda sentem dificuldade para comprar casa, carro ou financiar dívidas.
O que pode impulsionar a economia em 2026?
Economistas entrevistados pelo Infomoney citam alguns fatores que podem manter a economia aquecida em 2026. Entre eles estão aumento da renda das famílias, programas de transferência de renda e crédito consignado para trabalhadores.
Medidas como mudanças no Imposto de Renda e políticas de incentivo ao crédito também podem estimular consumo. Como famílias de renda menor costumam gastar mais no comércio local, o impacto tende a ser maior nas economias regionais.
O mercado de trabalho forte também ajuda a manter o consumo. Com mais gente empregada, aumenta a circulação de dinheiro no comércio, serviços e pequenos negócios.
Previsões para o PIB e os juros
Projeções compiladas pelo Relatório Focus, do Banco Central, e estimativas de instituições como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e Banco Mundial indicam crescimento do PIB brasileiro próximo de 2% em 2026.
Sobre juros, Gustavo Gonzaga, economista da Necton Investimento, revelou em entrevista ao InfoMoney que acredita que o Comitê de Política Monetária (COPOM) pode começar a reduzir a taxa básica gradualmente, se a inflação continuar controlada. Juros menores ajudam a baratear empréstimos, cartão e financiamento, o que melhora o consumo.
Por que acompanhar o PIB é importante?
O PIB mostra se a economia está crescendo ou encolhendo. Quando cresce, aumenta a chance de emprego, renda e oportunidades. Quando cai, empresas fecham e o desemprego aumenta.
Para quem vive do próprio trabalho, entender esses dados ajuda a planejar gastos, investimentos e decisões importantes. A prévia do PIB indica que o Brasil começa 2026 com economia resistente, mas ainda com desafios. O crescimento existe, mas depende de controle da inflação, juros menores e continuidade da geração de empregos.


