Percepção do brasileiro revela impacto direto no dia a dia
É justamente essa dificuldade que aparece na pesquisa da Genial/Quaest. O levantamento indica que a população já está mudando hábitos para lidar com o encarecimento das refeições, com medidas como redução da quantidade comprada, substituição por produtos mais baratos e maior planejamento das compras.
Ainda assim, cresce a sensação de perda de qualidade de vida. A alimentação tem peso relevante no orçamento, especialmente entre famílias de menor renda, e qualquer aumento nesses itens gera impacto imediato, ampliando desigualdades e afetando a qualidade nutricional.
Do ponto de vista econômico, a alta concentrada nos alimentos básicos também gera efeito em cadeia. Com uma fatia maior da renda comprometida com a subsistência, sobra menos margem para o consumo de outros setores, como serviços e lazer, além de dificultar a reserva de emergência das famílias, o que desacelera o consumo e impacta setores como comércio e serviços.
Como mostram os dados do IBGE, DIEESE e Genial/Quaest, o desafio é real e disseminado, exigindo que o planejamento financeiro seja adaptado à realidade das gôndolas para evitar o superendividamento neste semestre.


