Os Estados Unidos abriram uma nova frente de tensão comercial ao propor tarifas adicionais sobre importações de 60 economias, incluindo o Brasil, sob a alegação de que esses países não adotam medidas eficazes para impedir a entrada de produtos produzidos com trabalho forçado em suas cadeias produtivas.
A proposta foi apresentada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) e prevê sobretaxas entre 10% e 12,5% sobre mercadorias exportadas para o mercado norte-americano.
A iniciativa faz parte de uma série de investigações conduzidas com base na chamada Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos, instrumento utilizado para apurar práticas consideradas injustas ou prejudiciais ao comércio americano. Segundo o governo, a presença de produtos associados ao trabalho forçado gera concorrência desleal contra trabalhadores e empresas dos EUA.



