O que fazer se a restituição não for paga?
A Receita Federal informou que os pagamentos são realizados apenas em contas bancárias de titularidade do próprio contribuinte. Caso haja erro nos dados bancários informados ou algum problema na conta indicada, o crédito não será concluído.
Nessas situações, o Banco do Brasil oferece a possibilidade de reagendar o depósito por até um ano após a primeira tentativa de pagamento. O procedimento pode ser realizado pelo portal da instituição financeira ou pelos canais de atendimento telefônico.
Para solicitar o reagendamento, o contribuinte deverá informar o valor da restituição e o número do recibo da declaração. Se o valor não for resgatado dentro do prazo estabelecido, será necessário fazer uma solicitação por meio do Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC).
Consulta também permite verificar a malha fina
Ao acessar a situação da declaração, o contribuinte pode descobrir se existem pendências que impedem o pagamento da restituição. Quando isso acontece, a declaração fica retida no processo conhecido popularmente como "malha fina".
Isso ocorre quando as informações enviadas não coincidem com os dados que a Receita Federal possui em seus registros. As divergências podem surgir por erros de preenchimento, informações incorretas fornecidas por empresas, instituições financeiras ou prestadores de serviço.
Para verificar a situação detalhada da declaração, o contribuinte deve acessar o Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) utilizando uma conta Gov.br com nível prata ou ouro. Dentro da plataforma, basta acessar a área "Declarações e Demonstrativos", selecionar "Meu Imposto de Renda" e consultar a declaração de 2026. Caso exista alguma inconsistência, o sistema indicará qual informação precisa ser corrigida.
Quando o erro tiver sido cometido pelo próprio contribuinte, a solução é enviar uma declaração retificadora com os dados corretos. Após a regularização, a declaração deixa a malha fina e volta ao fluxo normal de análise.