Por que o café moído ficou mais barato?
Em junho, o IBGE estimou que a produção brasileira de café, considerando as variedades arábica e canéfora, chegará a quase 4 milhões de toneladas neste ano. A previsão representa um aumento de 14,7% em relação à produção de 2025.
Com uma safra maior, há mais café disponível para venda. Quando a oferta aumenta, a pressão sobre os preços tende a diminuir, o que pode chegar aos supermercados e ao bolso dos consumidores.
A queda registrada em julho está relacionada à safra e não pode ser atribuída ao tarifaço dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A cobrança de 50% para parte das mercadorias brasileiras que entram no país começou apenas em 6 de agosto.
A colheita já estava começando no mês de julho, o que aumentou a quantidade de café disponível no mercado. Esse movimento ajuda a explicar a redução observada no preço do produto.
O cenário também pode ser influenciado pelas mudanças nas exportações brasileiras. Com as tarifas americanas, existe a possibilidade de parte do café que seria vendido aos Estados Unidos procurar outros mercados. Caso os produtores tenham dificuldade para encontrar compradores, uma oferta maior dentro do Brasil pode aumentar a pressão pela redução dos preços. Com a produção favorável, tendência é que os preços sigam pressionados para baixo nos próximos meses, trazendo alívio aos consumidores.


