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Preço do café moído tem queda de 17,2%, a maior desde o Plano Real

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Clima ainda traz preocupação

Mesmo com a melhora da produção, o clima continua sendo um ponto de atenção para os próximos meses. A chegada do El Niño pode alterar a distribuição das chuvas em diferentes regiões do país e criar novas dificuldades para o campo.

O fenômeno climático pode afetar a produção agrícola e, dependendo da intensidade dos efeitos sobre as lavouras, mudar novamente a quantidade de café disponível no mercado.

A Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic) aponta que a forte alta registrada nos 18 meses anteriores a julho foi influenciada por problemas climáticos que prejudicaram a produção e também pelo aumento da procura mundial pela bebida.

A maior demanda internacional também teve participação nesse movimento. Entre os países que passaram a consumir mais café está a China, que aumentou a procura pelo produto nos últimos anos.

Por enquanto, a combinação entre uma safra maior e maior oferta ajuda a explicar o recuo observado em julho. Para quem compra café todos os meses, a queda representa um primeiro sinal de alívio depois de um longo período de aumentos.

Sobre o autor Saara Paiva

Jornalista, exploradora de eventos culturais e entusiasta da prática de esportes. Escreve sobre finanças sem palavras difíceis e com temas relevantes para quem vive a realidade brasileira.

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