Governo muda regra para ampliar participação dos bancos
Uma das mudanças feitas antes do início do programa alterou a forma como os bancos poderão usar os recursos disponíveis. Do total emprestado pelo programa, 70% serão formados por recursos da União e 30% virão do dinheiro das próprias instituições financeiras participantes. A mudança permite que bancos públicos e outras instituições autorizadas participem das operações. Segundo o Ministério da Fazenda, a alteração busca aumentar o número de instituições interessadas no programa.
As operações para trabalhadores informais também contam com uma garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO), criada para reduzir o risco de perdas para as instituições financeiras.
Como ficam os juros?
Um dos principais atrativos para os trabalhadores informais é a possibilidade de substituir uma dívida com juros altos por outra mais barata. O novo crédito terá juros de até 1,99% ao mês. Segundo as informações divulgadas pelo governo, operações desse tipo têm atualmente uma taxa média próxima de 7% ao mês.
O prazo para pagar a nova dívida será, em regra, semelhante ao tempo que ainda faltava para quitar o crédito antigo. O programa permite pequenas extensões desse prazo, dependendo de quanto tempo ainda faltava para o pagamento da dívida original.
A contratação deve ser feita somente pelos canais oficiais da Caixa ou do Banco do Brasil. O cliente não precisa pagar intermediários para participar do programa.


