Mais renda comprometida com as dívidas
Além do aumento no número de famílias endividadas, cresceu a parcela de consumidores que compromete uma parte maior do dinheiro que recebem todos os meses para pagar dívidas.
Em julho, 19% das famílias tinham mais da metade da renda mensal comprometida com dívidas, o maior nível desde março de 2026. Entre os consumidores endividados, em média, 29,5% da renda mensal estava destinada ao pagamento dessas contas.
A situação preocupa porque, quanto maior a parte do salário usada para quitar dívidas, menor é o dinheiro disponível para outras despesas do mês, como alimentação, moradia, transporte e compras.
Mesmo com o avanço do endividamento, a parcela de famílias com contas em atraso apresentou uma pequena melhora. O índice de inadimplência caiu de 29,9% em junho para 29,8% em julho.
O tempo médio de atraso também recuou pelo terceiro mês consecutivo, chegando a 64,6 dias. Foi o menor período registrado desde dezembro de 2025, quando a média havia ficado em 64,3 dias.
Entre os consumidores que estão inadimplentes, a parcela com contas atrasadas há mais de 90 dias caiu para 48,5%. Foi o menor percentual desde agosto de 2025.


