Famílias de menor renda têm piora
O comportamento das dívidas foi diferente de acordo com a renda. Enquanto a inadimplência caiu entre as famílias que recebem mais de três salários mínimos, os consumidores de menor renda tiveram piora nos indicadores de atraso.
No grupo que recebe até três salários mínimos, além do aumento do endividamento para 84,9%, houve avanço nos indicadores de atraso entre junho e julho.
Já entre as famílias com renda acima de dez salários mínimos, o levantamento apontou o maior aumento do endividamento no ano. Mesmo assim, esse grupo apresentou queda na inadimplência: o percentual de contas em atraso passou de 15,4% em junho para 15,1% em julho.
A pesquisa também mostrou uma mudança na forma como os consumidores avaliam o próprio nível de dívidas. Em julho, 35% disseram estar pouco endividados, contra 34,2% no mês anterior. Entre os que se consideram muito endividados, o percentual passou de 17,2% para 17,1%.
Para José Roberto Tadros, presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, a sequência de seis meses com novos recordes de endividamento traz impactos que podem ser sentidos no curto e no médio prazo, inclusive fora do comércio.
Segundo ele, existem sinais positivos relacionados ao pagamento de dívidas por meio do programa federal e ao aumento da renda e da ocupação. Ao mesmo tempo, os resultados indicam a necessidade de medidas que ajudem a aliviar o orçamento dos trabalhadores e contribuam para a melhora da atividade econômica.


