Crédito para consumidores deve ficar mais restrito
No segundo trimestre, os bancos aumentaram as restrições para a concessão de crédito destinado ao consumo das pessoas físicas. Para o terceiro trimestre, a expectativa é de uma oferta ainda mais limitada, principalmente por causa da menor tolerância das instituições ao risco e das condições de financiamento utilizadas pelos bancos para conseguir recursos.
A pesquisa aponta, porém, que um mercado de trabalho mais favorável pode ajudar a reduzir parte desse impacto. Isso porque, quando mais pessoas estão trabalhando e recebendo renda, existe uma condição melhor para manter os pagamentos em dia.
Mesmo assim, a expectativa é de que a oferta de crédito continue mais difícil para os consumidores. O cenário ocorre em meio à política de juros elevados adotada pelo Banco Central para conter a inflação, o que encarece o dinheiro disponível no mercado e pode aumentar a cautela das instituições na hora de emprestar.
A inadimplência, por sua vez, não aparece apenas como consequência desse cenário. Para os bancos, ela também dificulta a própria concessão de novos empréstimos, já que aumenta o risco de que o dinheiro emprestado não seja devolvido.


