Empresas também devem enfrentar crédito mais apertado
As restrições não devem ficar concentradas nas pessoas físicas. Segundo a pesquisa, os bancos também esperam manter uma postura mais rígida na concessão de crédito para empresas durante o terceiro trimestre.
Para grandes empresas, a oferta já havia ficado mais restritiva entre abril e junho. Para os próximos meses, a expectativa é de continuidade desse movimento, principalmente por causa da inadimplência e das condições gerais da economia brasileira.
Entre micro, pequenas e médias empresas, o crédito também continuou mais difícil no segundo trimestre, embora tenha havido uma leve desaceleração das restrições, em parte pela disponibilidade de mecanismos de incentivo ao crédito. Para o terceiro trimestre, a inadimplência deve continuar sendo o principal fator de pressão.
A concorrência entre os bancos, no entanto, pode ajudar a diminuir parte desse aperto. Quando diferentes instituições disputam os mesmos clientes, existe maior possibilidade de oferta de crédito, mesmo em um ambiente de maior cautela.


