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Felicidade padronizada: o custo do elitismo cultural no bem-estar brasileiro

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Felicidade não é um conceito universal

O World Happiness Report tem revelado, ano após ano, como o bem-estar é construído culturalmente. Em 2021, um capítulo raro foi dedicado à África Subsaariana. O relatório mostrou que, mesmo diante de desigualdades intensas, formas comunitárias de cuidado — como a filosofia Ubuntu e as redes familiares — seguem sustentando o florescimento humano.

Em 2022, o psicólogo britânico Tim Lomas apresentou um estudo comparando os entendimentos de felicidade entre Oriente e Ocidente: enquanto o Ocidente prioriza a autonomia, a realização pessoal e o bem-estar psicológico, o Oriente valoriza a harmonia social, a espiritualidade e o equilíbrio emocional.

Já em 2025, o mesmo relatório destacou a importância de práticas culturais como o compartilhamento de refeições — mais do que um gesto cotidiano, uma forma poderosa de gerar pertencimento e saúde emocional.

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Sobre o autor Rodrigo de Aquino

Comunicólogo, palestrante e consultor corporativo em felicidade e bem-estar, especialista em Psicologia Positiva e Desenvolvimento Humano. Apresenta o programa Diálogos Contemporâneos no WhE Play

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