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Setor cultural bate recorde e emprega quase 6 milhões de pessoas no Brasil

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Informalidade ainda é um desafio na cultura

Apesar de contar com trabalhadores mais escolarizados, o setor cultural enfrenta um problema importante de informalidade, com profissionais sem carteira assinada, sem contrato formal ou sem garantias trabalhistas, como férias, décimo terceiro salário e contribuição regular para a aposentadoria.

Em 2024, 44,6% das pessoas que trabalhavam na cultura estavam em situação informal. Esse percentual é maior do que o observado entre todos os trabalhadores do país, que foi de 40,6%.

Em alguns estados, a informalidade no setor cultural é ainda mais alta. Roraima (76,9%), Pará (74,1%) e Tocantins (71,5%) apresentaram os maiores índices. Já os menores percentuais de informalidade foram registrados em Santa Catarina (30%), Rio Grande do Sul (32,6%) e Paraná (33,2%).

Outro dado importante é a forma de ocupação. O trabalho por conta própria é o mais comum no setor cultural. Em 2024, 43% dos trabalhadores da cultura estavam nessa condição. Em comparação, entre todos os trabalhadores do país, os conta própria representavam 25,2%.

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Sobre o autor Saara Paiva

Jornalista, exploradora de eventos culturais e entusiasta da prática de esportes. Escreve sobre finanças sem palavras difíceis e com temas relevantes para quem vive a realidade brasileira.

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