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Carnaval de 2026 deve movimentar R$ 18,6 bilhões e gerar quase 40 mil empregos temporários no Brasil

O Carnaval de 2026 deve ter impacto recorde na economia brasileira, com expectativa de que o período movimente R$ 18,6 bilhões em fevereiro, segundo estimativa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

O valor representa um crescimento de 10% em relação ao mesmo mês do ano passado e pode se tornar o melhor resultado desde o início da série histórica, em 2011, com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A combinação de aumento da renda, maior geração de empregos e desaceleração da inflação tem estimulado as viagens e os gastos ligados ao lazer. Mesmo sendo ponto facultativo, o Carnaval segue como um dos períodos de maior movimentação econômica do ano, com efeitos diretos sobre transporte, hospedagem, alimentação, entretenimento e comércio.

Carnaval deve movimentar mais de R$18 bilhões e gerar cerca de 40 mil empregos
A cadeia do turismo é uma das principais beneficiadas, com o fluxo de viajantes se espalhando por diferentes regiões do país, impulsionando tanto grandes destinos quanto cidades médias e pequenas | Foto: Reprodução / FreePik

Além das viagens de longa distância, os deslocamentos regionais e de curta duração também têm peso relevante, fortalecendo economias locais e ampliando o alcance dos efeitos do Carnaval.

Viagens curtas e turismo regional ganham força

Segundo a FecomercioSP, parte importante do faturamento projetado vem do turismo de proximidade. Muitos brasileiros optam por viagens mais curtas, o que favorece hotéis, pousadas, bares, restaurantes, guias turísticos e prestadores de serviços em destinos urbanos, litorâneos e históricos. Esse movimento ajuda a distribuir a renda gerada pelo Carnaval de forma mais ampla.

A programação intensa de blocos de rua, festas populares e eventos culturais contribui para esse cenário. Capitais e cidades turísticas concentram atividades que atraem visitantes durante vários dias, ampliando o tempo de permanência dos turistas e elevando o consumo em setores variados. O Carnaval, nesse contexto, funciona como um prolongamento da temporada de verão, iniciada ainda em dezembro.

Principais destinos do Carnaval de 2026

Levantamento da plataforma Booking.com aponta que Rio de Janeiro, Salvador e Belo Horizonte lideram as preferências dos viajantes para o Carnaval de 2026. Os destinos atendem a perfis diversos, desde quem busca grandes festas e blocos tradicionais até aqueles que preferem experiências urbanas intensas.

Entre os turistas internacionais, Florianópolis e São Paulo também aparecem entre os destinos mais procurados. No caso da capital paulista, o crescimento do número de blocos de rua e a diversidade de eventos ajudaram a consolidar a cidade como um dos principais polos do Carnaval nos últimos anos. Florianópolis, por sua vez, combina praias, festas privadas e programação variada, o que amplia sua atratividade no período.

Impacto direto no mercado de trabalho

Além do faturamento elevado, o Carnaval de 2026 deve gerar impacto relevante no emprego. Estimativa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) indica a criação de 39,2 mil vagas temporárias em todo o país durante o período.

O setor de alimentação fora do domicílio, que inclui bares e restaurantes, lidera as contratações, com 27,9 mil postos previstos. Na sequência aparecem os transportes, com 4,3 mil vagas, e o setor hoteleiro, com 4,1 mil oportunidades temporárias. A concentração das contratações reflete o aumento do fluxo de turistas e a necessidade de reforçar equipes para atender à demanda.

Apesar do crescimento no número de vagas, a CNC observa uma redução na taxa de efetivação após o período festivo. Para 2026, a estimativa é de que 11% dos trabalhadores temporários sejam efetivados, abaixo dos 16% registrados em 2025. O dado sinaliza uma fase de maior estabilidade do setor, após o processo de recomposição do mercado de trabalho iniciado no pós-pandemia.

Estabilização após a recuperação do setor

Durante os anos mais críticos da crise sanitária de Covid-19, as taxas de efetivação chegaram a 24% em 2021 e 2022, impulsionadas pela necessidade de recompor equipes. Com a normalização da atividade turística, as empresas passaram a usar as contratações temporárias de forma mais pontual, concentradas em períodos de alta demanda, como o Carnaval.

Ainda assim, o impacto do evento sobre a renda e emprego permanecem significativos. Mesmo vagas temporárias contribuem para o aumento da circulação de dinheiro e ajudam a sustentar pequenos negócios, especialmente em regiões fortemente dependentes do turismo.

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