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Rocinha recebe 40 mil visitantes em janeiro e movimenta a economia local

Entenda o funcionamento do aplicativo que gerencia o turismo na Rocinha

O idealizador do aplicativo, Renan Monteiro, em entrevista ao InfoMoney, conta que os visitantes fazem check-in e são acompanhados online por meio de passeios a pé, de moto, ou por trilhas. Durante o percurso, existem pontos de apoio que permitem que o visitante use o banheiro, e se abrigue em casos de necessidade.

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“Desde o lançamento do aplicativo, passamos a cuidar muito da questão da segurança. Os roteiros são validados junto à associação de moradores e à comunidade local. Procuramos preservar a comunidade, mesmo fazendo um turismo imersivo, para que todos os visitantes conheçam a favela por inteiro e não superficialmente. Temos três mil guias cadastrados no app. Destes, 280 guias locais fazendo passeios a pé e 482, de moto”, explica Renan.

Rocinha registra crescimento de visitantes

O sistema criado pela prefeitura, chamado Observatório do Turismo Carioca, confirmou um crescimento da movimentação turística na Rocinha. Em janeiro deste ano, contabilizaram-se 41.852 turistas na favela, cerca de 37% a mais do que no mesmo mês do ano anterior.

Atualmente, a comunidade está posicionada no 16º lugar mais visitado do Rio de Janeiro. O fluxo de turistas internacionais e nacionais cresceu 34%, de 2024 para 2025, chegando a 292 mil no ano passado.

Rocinha tem boom de visitantes em janeiro e turismo local fomenta a economia da comunidade | Foto: Reprodução/Canva
Rocinha tem boom de visitantes em janeiro e fomenta economia e turismo local | Foto: Reprodução/Canva

O maior aumento foi o de estrangeiros, com um crescimento de 93%, chegando a aproximadamente 88 mil visitantes em 2025. De acordo com o observatório da prefeitura, em 2025, entre os estrangeiros, estão: argentinos (20,5%) liderando as visitas, seguidos de americanos (12,3%), franceses (11,4%) e chilenos (8,7%). No turismo nacional no ano passado, os paulistas corresponderam a 32,1% do total, seguidos por Minas (14,4%), Ceará (9,8%) e Bahia (4,6%).

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