Mercado de instrumentos enfrenta disputa digital
A feira terá três dias voltados exclusivamente para lojistas e profissionais do setor, entre quarta e sexta-feira, com um ambiente preparado para negociações. No sábado e no domingo, a programação será aberta ao público, com shows, workshops, palestras e outras experiências.
A divisão atende a uma dificuldade comum nesse tipo de encontro: conciliar a negociação entre empresas com a experiência de quem deseja testar instrumentos e equipamentos. Segundo Campos, a separação permite que os compradores tenham mais tranquilidade para negociar durante os dias profissionais, enquanto o público pode experimentar os produtos no fim de semana.
O perfil dos lojistas também mostra que o mercado não é formado apenas por grandes redes. Pequenos negócios, lojas especializadas em determinados instrumentos e empresas que atuam principalmente pela internet também participam da feira.
Para esses empreendedores, um dos principais desafios está em encontrar espaço em um mercado pressionado pela concorrência digital. Os marketplaces, plataformas que reúnem diferentes vendedores, aumentam a disputa por preço e podem reduzir a margem das empresas.
A concorrência também vem de produtos importados, especialmente da China, que chegam ao mercado brasileiro com preços mais baixos. Nesse cenário, combinar a presença física com a venda pela internet se tornou uma alternativa para alcançar diferentes consumidores.
“Você tem um negócio que normalmente é alavancado pelos marketplaces e os marketplaces te convidam a ter os melhores preços sempre. Então, posicionar um negócio hoje que tenha essa capacidade de atender aos interesses da loja física e aos interesses da loja digital é muito complicado”, explicou Campos.


